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Volta ao Alentejo: 2ª e 3ª Etapas |
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Escrito por Sérgio Ribeiro
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12-Jun-2010 |
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Foto © PAD / JLS
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A segunda etapa da Volta ao Alentejo já teve outro sabor. Se as sensações já foram bem melhores que no primeiro dia, as coisas correram como planeadas no final e terminamos o dia com a sensação de dever cumprido, após a brilhante vitória do Bruno Pires.
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Ontem disputou-se a mais longa das etapas da Volta ao Alentejo, que ligou Viana do Alentejo a Estremoz numa extensão total de 180,2 quilómetros.
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Tal como aqui prometi a mim mesmo, nesta etapa estaria mais concentrado e bem mais atento na frente da corrida de modo a não ser surpreendido nos famosos bordeos caso eles surgissem e assim foi, tentei andar sempre bem colocado junto dos meus colegas de equipa para, caso surgisse alguma situação de corrida mais aflitiva estaria na frente para o que desse e viesse. A atrasar-me no dia de ontem só se fossa por falta de forças e não por distracção na colocação.
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Já fiquei mais satisfeito com a minha corrida, sentindo-me bem melhor que no primeiro dia e senti que, caso a corrida se tornasse nervosa a minha resposta ia ser bem diferente.
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A segunda etapa começou praticamente com uma fuga onde estávamos representados pelo César Fonte, algo que era óptimo para nós pois enquanto a fuga durasse não nos tínhamos que preocupar com o trabalho de a anular. Esta etapa também foi menos nervosa comparativamente ao primeiro dia.
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Na parte final a equipa tinha planeado tentar fazer as coisas de modo a lançar um ataque do Bruno Pires no ultimo quilómetros, numa chegada que ele bem conhece e sabia que, caso conseguisse ganhar alguns metros à saída do piso em paralelo, teria uma preciosa vantagem para gerir até à meta pois com as curvas que se seguiam e, caso o piso estivesse molhado, a tarefa dos adversários seria complicadíssima.
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Se há dias em que as coisas saem como inicialmente idealizadas, ontem foi um deles, o Pires atacou onde tinha que atacar, ganhou vantagem e venceu a etapa com grande categoria.
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Hoje correu-se o contra-relógio individual de 18 quilómetros que, para mim, sem nada a ganhar em termos de classificação geral foi aproveitado para ser cumprido em ritmo calmo, um dia de recuperação para a etapa final.
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Abraço
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Sérgio Ribeiro
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