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3ª E 4ª Etapa do GPI CTT Correios
Escrito por Sérgio Ribeiro   
14-Jun-2009
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Foto © PAD / JLS
Terminou hoje o G.P. Internacional CTT Correios, a minha primeira corrida internacional desde 2007.
 
Antes da crónica da 3ª e 4ª etapa queria deixar aqui um forte abraço ao Carlos Pinho que hoje não alinhou na etapa porque ontem recebeu a triste noticia que o pai tinha falecido.
 
Ao Carlos e toda a sua família deixo aqui as minhas condolências e um forte abraço a todos.
A etapa de ontem (3ª), tal como previsto foi muito dura com um pelotão a impor um ritmo louco, desde o quilómetro 0 sucederam-se ataques sucessivos, eu cheguei a pensar se realmente conheciam todos a subida para o alto da Sra. Da Graça.
 
Após uma partida a “todo o gás” formaram-se vários grupos na frente, com a Barbot-Siper representada lá na frente por 3 corredores, eram eles o Hélder Oliveira, o Bruno Pinto e o Bruno Pires.
 
Após a anulação da primeira fuga do dia um novo grupo de ciclistas voltou a ganhar vantagem ao pelotão, entre eles o meu companheiro de equipa Hélder Oliveira.
 
Seguiu-se o habitual controlo da corrida por parte das equipas candidatas à geral individual, intensificando-se mais na aproximação à montanha do Alvão, local onde eram esperadas grandes dificuldades e mexidas na corrida dos “favoritos”
 
Eu tentei andar na frente para tentar ajudar o Bruno Pires e o Carlos Pinho a entrarem bem na subida, o que conseguimos, as minhas pernas até iam com “vontade de sofrer” e tentei manter-me no grupo apesar de saber que mais para o final da subida teria certamente muitas dificuldades em acompanhar o grupo dos favoritos.
 
Bem depressa me passou a ideia de me manter na frente pois na parte mais dura da subida a corrente saltou e tive que parar para voltar a colocar a corrente, nunca mais conseguindo alcançar o grupo onde seguia. Fiquei com pena pois queria forçar um pouco mais para d futuro poder tirar “lucro” deste “massacre” que o corpo estava a levar, mas no ciclismo os imprevistos acontecem e há que saber lidar com eles.
 
Apesar de tudo fiquei contente com a minha prestação, pois esta corrida serviu para ganhar alguma rodagem e certamente o sofrimento que de momento estou a passar para me manter na frente vai ser útil no futuro, pois há certos momentos de corrida que ainda sinto aquela falta de ritmo.
 
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Hoje, seguindo a regra dos dias anteriores, a etapa voltou a ser disputada a alta velocidade com muitas tentativas de figa desde inicio, onde eu cheguei a estar inserido nalguns dos grupos, mas dessas tentativas não resultou nenhuma fuga.
 
 
Após muita batalha no pelotão lá se deu a fuga do dia onde a Barbot-Siper esteve representada pelo Bruno Pinto que fez uma corrida de alto nível, lutando até ao limite das suas capacidades, tentando manter-se lá na frente, mesmo após todos os companheiros de fuga terem abdicado da mesma.
 
Seguiu-se a preparação para o sprint final nas rectas de Esposende para a Póvoa onde se rolava perto dos 55 km/h, onde a Barbot-Siper  mostrou mais uma vez que temos conjunto para fazer muitas coisas bonitas.
 
Foram várias as vezes que a equipa deu a cara na frente do pelotão para não deixar a velocidade baixar e ter-me sempre bem colocado, apesar de sabermos que mais uma vez não iríamos ter hipótese na chegada pois a mesma seria a mais de 50 km/h e eu não teria hipóteses neste tipo de chegada com adversários bastante mais pesados e rápidos.
Mesmo assim fizeram questão de ir na frente e fazer todos os possíveis para me proporcionar uma boa chegada, mostrando mais uma vez o carácter, união e seriedade deste grupo que forma a equipa da Barbot-Siper.
 
Ao meu pedido para não se desgastarem porque eu não teria hipóteses de me bater com os sprinters mais pesados veio a resposta “não te sentes bem agora, mas tudo serve para treinarmos chegadas mais propícias às tuas características”.
 
Foram fantásticos e agradeço-lhes bastante a confiança que estão a depositar em mim desde o início.
 
No final não fui capaz de fazer melhor do que o 19º mas este lugar não me deixa muito preocupado porque o que contou foram as sensações com que acabei o premio e essas sim foram bastante boas.
 
Num balanço final o GPI CTT Correios serviu para ganhar mais ritmo competitivo e tudo o que a Barbot-Siper tentou serviu para reforçar ainda mais a união neste grupo que é simplesmente espectacular.
 
Uma equipa pode ter muitos valores individuais bons, mas se não houver união não vai longe. Nós juntamos o útil ao agradável, temos bons valores individuais e temos uma equipa muito unida onde todos se concentram e lutam pelo mesmo objectivo.
 
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