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3º na Clássica do Guadiana
Escrito por Sérgio Ribeiro   
24-May-2009
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Foto © Victor Leandro
 
Terminou hoje a minha participação nas Clássicas do Sotavento Algarvio.
 
Hoje foi dia da Clássica do Guadiana, um autentico rompe pernas, puro engano o daqueles que dizem que o Algarve é só a rolar.
Foi uma prova bem diferente das duas anteriores, com uma partida muito nervosa, inúmeros ataques e muita velocidade.
 
Logo o inicio o pelotão partiu-se em vários grupos com o grupo da frente a ter todas as equipas representadas, eu pensei que a história da corrida já estava escrita, resumindo-se ao grupo da frente mas, a dada altura, a Liberty Seguros acelerou bastante cá atrás, inicialmente com o Vítor Rodrigues e depois com o Edgar Pinto na tentativa de levarem o Nuno Ribeiro ao grupo da frente, que acabaram por conseguir.
 
 Ao entrarmos na primeira contagem de montanha do dia e já com grupo da frente mais numeroso o Nuno atacou forte levando com ele só dois ciclistas e onde eu fui até à meta de montanha sempre a poucos metros de distância, mas sem conseguir encostar a eles, só o conseguindo fazer mal começamos a descer, assim como o restante grupo.
 
Após a junção sucederam-se os ataques, sem qualquer equipa a assumir a corrida. No segundo prémio de montanha a história repetiu-se com o Nuno a atacar novamente levando apenas alguns ciclistas com ele e eu segui de perto sem conseguir encostar e acabei por esperar pelo resto do grupo onde estavam alguns homens da Barbot e poderiam me ajudar se fosse o caso.
 
Com os homens que passaram na frente na segunda contagem de montanha formou-se uma fuga que ganhou mais de 3 minutos ao grupo onde seguia, competindo à Barbot-Siper e ao Palmeiras Resort-Prio-Tavira pegar na corrida para anular a fuga, o que só foi possível nos últimos 5 quilómetros da corrida. A minha equipa, a Barbot-Siper, esteve incansável no trabalho de perseguição, sempre acreditando que era possível alcançar os homens da frente e nunca baixou os braços, dando-me uma confiança incrível.
 
Após a junção e com toda a gente muito desgastada, saltou do pelotão o Joaquim Sampaio, num fortíssimo ataque, aproveitando o facto de nenhuma das equipas já estar com o poder necessário para assumir a frente da corrida na preparação do sprint, ganhando progressivamente vantagem ao pelotão.
Seguiram-se os nervos finais com toda a gente a atacar na tentativa desesperada de se aproximar do Joaquim Sampaio, sem êxito. No último quilometro formou-se um grupo de 4 ciclistas na frente onde eu tive que arriscar tudo para fazer a junção ao grupo. Mal os apanhei não houve tempo sequer para recuperar, foi praticamente 1 quilómetro a sprintar onde consegui terminar a Clássica do Guadiana em terceiro lugar, atrás do Nelson Rocha e do Joaquim Sampaio que venceu com todo o mérito esta prova.
 
De salientar a enorme confiança que os meus companheiros de equipa me transmitiram, dando tudo por tudo para me tentar levar à vitória que só não foi possível por termos adversários mais fortes, mas foi de louvar todo o empenho da Barbot-Siper.
 
E assim foram os meus primeiros 3 dias de competição da época.
 
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